sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Coisas que o dinheiro nao compra






Se eu quisesse ser rica, nao teria escolhido ser professora. Isso eh mais do que obvio. Por uma ironia do destino, nasci com ideais. Utopias. Vocacao. Num mundo capitalista. O que, infelizmente, me torna um ser mais pobre. Sem dinheiro pra fazer tudo o que eu gostaria de fazer. Paciencia.

Eu me viro nos 30. Tem gente que tem que sustentar uma familia com um salario minimo. Pra alguns "reclamo de barriga cheia". Talvez. Mas sei que tenho minha parcela de razao. Mas tambem nao eh de dinheiro e de sua importancia que quero falar. Eu quero falar de tudo o que esse maldito nao compra e, cliches ah parte ou nao, sao justamente as coisas mais importantes.

Nao tem dinheiro no mundo que resolva nossos dilemas. Nossas incertezas. Nossas loucuras. E nao tem dinheiro que compre amizades verdadeiras, uma familia bacana e realizacao pessoal.

Nao tem Euro ou Dolar que valha tanto quanto um sorriso. Um abraco apertado. Um beijo inesperado. Um grande amor. Ter a esperanca de bracos abertos pronta pra te acolher. Te aguardando logo ali, depois da curva, antes da luz no final do tunel. A paz interior. Mesmo quando tudo desaba ao redor.

Sem dinheiro nao se vive. Nao se vive porque precisamos dum teto pra morar, de comida pra sobreviver e tecnologia pra encurtar distancias e tornar a nossa vida mais dinamica e moderna. Dinheiro eh deveras importante. E agora eu sei disso, mais do que antes. Sei o quanto eu venho suando ha anos pra pagar minhas contas e ainda tentar viver com dignidade e de uma forma menos ordinaria. Dinheiro nos comanda. Uma bosta isso.

Mas mesmo assim, nenhuma moeda vale a satisfacao de ser feliz como se eh. Aquele sentimento de dever cumprido. Sem culpas. Sem dor. E a impressao de estar no caminho certo. Mesmo quando a vida quer te mostrar o contrario.

Eu amo tudo o que o dinheiro nao compra. E eh por isso que agora eu sei o exato valor de cada sentimento que permeia meu corpo.

2 comentários:

Wagner disse...

Coisa de propaganda de cartão de crédito, né?

Poder abraçar uma amigona querida depois de tanto tempo não tem preço...

Rosângela Grub Costa disse...

Vero!
Foi muuuito bom te ver novamente, Helenita (mesmo que só por alguns minutos)
Beijo!!