quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ch-ch-ch-ch-Changes









"Strange fascination, fascinating me
Ah, Changes are taking the pace I'm going through"


Nunca acreditei que as pessoas mudassem. Sempre cética e racional, até um pouco irredutível às vezes, admito, sempre fui adepta da teoria de que "somos o que somos em essência e contente-se com isso". Hoje, com 27 anos, eu sei que as coisas não são bem assim. Se as coisas mudam, se tudo ao nosso redor muda, se aperfeiçoa (ou piora) por que nós, seres humanos RACIONAIS e aparentemente não condicionados, não podemos? Boa pergunta. Mas ficava por aí. Só na pergunta. Até que hoje, hoje mesmo, uma pessoa muito querida e que tem muito mais bagagem do que eu me olhou nos olhos e me indagou: "Helena, por que as pessoas estudam, querem tanto aprender e se aperfeiçoar se elas não acreditam que podem mudar? Seria inútil, não?" Eu fiquei meio boba, sem ter o que dizer. E fiz aquela cara de pensativa e larguei um "É, tens razão." pra não parecer ignorante. Homem primata mesmo. Um típico "Agripino", na boa definição de papai Pinto.

Continuo achando que, em essência, somos o que somos. E mudar, de verdade, é deveras difícil. Mas não impossível. E perguntei pros meus botões o que eles achavam disso tudo. E eles concordaram com a opinião de outrem. "Sou muito burra", eu pensei. Na verdade, aproveitando a oportunidade pra me redimir do erro, eu nunca tinha percebido que a gente muda mesmo. Repito, não em essência. Tem coisas que talvez tenham nascido com a gente e que não nos abandonarão jamais. E durma-se com um barulho desses. Agora, se a gente realmente não mudasse (pra melhor, pra pior, whatever) what would be the point in being alive then?

Hoje eu também me dei conta de que faz 5 anos que eu me formei. CINCO. 9 de janeiro de 2005. 22 anos. Agora, 27. E muita coisa mudou, tudo mudou. Muito pouco continua o mesmo. O que é mais importante - família e verdadeiros amigos - continua igual. Melhor, também mudou. O sentimento mudou. É cada vez mais forte. Eu mudei de empregos, eu viajei, mudei de opinião e a minha visão sobre o mundo certamente não é a mesma. E se tudo isso mudou, será que eu também, er, hm, talvez não tenha mudado?

É, eu mudei. Lembro da Helena dos 17, a que começou a faculdade. Guriazinha ingênua aquela. Metidinha até. Achava que sabia muito do mundo e que resolveria todos os problemas sozinha. Essa não precisava de ninguém. Era a Leila Diniz em carne e osso. Ao extremo. Até tomar muitas rasteiras. A Helena dos 22 já era um pouco, mas só um pouquinho, mais sábia. Já pedia ajuda pros outros e sabia reconhecer quando errava. E não achava feio isso. A dos 27, well, essa é menos guria, menos ingênua, muito menos metida e mais (in)dependente do que as outras. Dependente porque ela sabe que precisa de pessoas pra ser feliz. Ela sabe que ser independente é uma coisa, precisar dos outros é outra. Agora essa Helena dos 27 sabe que as pessoas mudam sim. Porque ela mudou. Pra pior. Pra melhor. Tem dias e dias. E assim será, enquanto estiver viva e pensando. E disposta a ser.

É, tu tens razão, meu amigo, quando dizes que as pessoas mudam sim. E eu me desculpo pela minha ignorância por nunca ter percebido isso antes.






(as fotinhos são uma meiga tentativa de mostrar como eu "mudei" throughout the years, hahaha)

3 comentários:

Francielle disse...

Texto que me deu "cãibra" no cérebro! hehehe...
Por que todo mundo está fazendo esta análise do passar dos anos???
Sério, eu também estou nesta onda...
Mas o bom é quando chegamos a uma conclusão boa, positiva, como vc mostra no teu texto!
E viva as "CHANGES", que são a única forma de crescer, aprender, evoluir! Bye..

Helena disse...

Chega uma hora em que é inevitável olhar pra trás pra poder seguir em frente... WOW!!!! hahaha Beijao, querida!

- Marcel - disse...

Um brinde com Agua na primeira foto !

=]