segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A difícil arte: Parte III - Dando nos dedos


O título "dando nos dedos" não é meu. É plágio. Roubei a ideia do Dani. Mas sei que ele não se importa. E sei também que ele vai adorar o pequeno furto da ideia. :)

Mas vamos ao que interessa. Ou ao que não deveria ser interessante (e não é, mas tenho que fazer meu desabafo!). Eu tenho unhas encravadas. Sempre tive. E sempre terei. E essas malditas filhas-da-puta sempre me incomodaram. Porém, já fazia algum tempinho que elas andavam bem comportadinhas. Até demais, pro meu gosto. E essas safadas, depois de terem sido cutucadas pela minha amada mani-pedicure, resolveram dar problema. E uma delas me levou até a Unimed agora a pouco, mais precisamente ao bloco cirúgico. E o médico, simpático e bem-humorado até pra quem tinha que fazer cirurgia às 10 da noite, foi lá, com a faca e o queijo na mão, tirar um pedaço do meu dedo. Cauterizou, na verdade. E cavocou, escavou, abriu, rasgou meu dedão com seu meigo bisturi. A anestesia (ou melhor, a agulha) é o verdadeiro algoz. Ela que dói mesmo. Mas aquilo que dói na hora é o que mais ajuda a curar o que tá podre depois. Poderia filosofar em cima disso agora, mas não vou. Cansei de sentir dor (emocional, física, mental, de qualquer tipo). E a agulha do doutor hoje me comprovou isso. Cansei. Cansei. Mais uma vez: cansei!

Ridículo uma situação dessas parar tua vida. Amanhã não poderei trabalhar. Ficarei de pernas pro ar (literalmente), o dia todo. Não posso. Meu médico não deixa. Tenho que tomar remédios e não posso beber. E fora a dor que vou sentir quando a anestesia passar. Mas sofrer por antecipação não tá com nada. Ao menos isso eu aprendi.

Entre trancos e barrancos lá vou eu, já diria o Zeca. Minha mãe ficou braba comigo. Como se eu fosse responsável por isso. Talvez seria melhor deixar as unhas estilo Zé do Caixão, daí nada disso teria acontecido. Mas não. Meus 10% de lado mulherzinha não deixam. Dancei. Me fodi. Tudo tem seu preço. Até a beleza.

Era melhor ter ido ver o filme do Pelé. E se o Pica-Pau tivesse avisado a polícia, nada disso teria acontecido. Às vezes meu lado burro acredita em praga e macumba. Mas daí eu volto a ser eu mesma e percebo que tem certas coisas que não podem ser previstas nem evitadas. E eu levo uma vida muito ordinária pra ser invejada. Não é olho gordo muito menos agouro. E se for, que se fodam. E que morram atropelados (as)!!!! Mas sei que foi a manicure que errou. Quis fazer algo bem feito e por excesso de zelo acabou me causando todo esse transtorno.

E assim são as coisas na vida. Nem sempre o inesperado se torna agradável. Nem sempre o que é feito de bom coração dá certo. E existem dores bem piores que de uma unha encravada ou um bisturi no dedão do pé. E pra essas, nem morfina adianta.


Daqui pra frente? Não poderei chutar baldes enquanto o dedão não estiver 100%. Isso vai me deixar mais calma, pelo menos. E depois disso? Outras poucas e boas me aguardam, certamente. E que elas não envolvam agulhas nem sangue, por favor.

Agora vou indo, porque o efeito da anestesia passou e a dor (que diz o médico que será "terrível") começa a dar seu ar da graça.

Good night and good luck!

2 comentários:

Rosângela Grub Costa disse...

PQP Hellzita..aff
Melhoras, garotinha.
Viu? Melhor ficar com as unhas a lá Wolverine..ahahahahah
Beijo, cuide-se!

Wagner disse...

É por isso que eu corta as unhas do pé quadradas, e não redondas...